quinta-feira, 29 de abril de 2010

Doce licor do amor...





O teu corpo é belo
É como um anjo...
Tem pureza divinal...
Os teus olhos sorrindo...
Mostram que teu corpo
Além de puro é lindo...
Ele é como um bombom
Na boca, adoça
Quebrando-se na língua
Para sorvermos
Um doce licor...
De morango...
De uva...
De pêssego...
Ou de uma outra mais gostosa.

Tua voz emite
Um som bem natural
Dizendo coisas de maneira
Muito sensual...
Dizes que me ama...
Que me quer muito...
Que quer dar-me um beijo ardente...
Que não há nada igual
Quando minha língua
Invadindo a tua boca,
Faz com a tua faz um bailado.

Minha língua na tua boca,
Sente possessiva,
Verdadeira dona...
Teu beijo tem mel,
Ou outra coisa divinal...
E eu digo para encerrarl
Que teus olhos alegres,
Dizem sorrindo pra mim
Que o teu licor,
Que está na minha boca,
É divino... é real...
(Tancredo A. P. Filho).

Um dia...
















* ( Andréa Maia) *

Um dia, voltarei ao ponto de partida...
ao meu silêncio, à minha quietude!
Não deixarei mais pedaços de mim
espalhados por outras vidas...
Nenhum reflexo de meu olhar,
de minha boca nenhuma reflexão.
Nenhum soluço...muito menos solução!
Desaparecerão os gritos, a voz que ecoou...
sobrarão caladas palavras , um coração mudo!
Nada mais ouvirei...nada mais direi.
Meu perfume , pelo ar, se desmanchará.
Meu rosto será vulto passageiro
de alguma lembrança.
Meu nome...ligeira recordação.
Um dia serei passado trancado no tempo,
presente esquecido...
futuro jamais vivido!
Um dia...
Deixarei de ser o que nunca quis ser...
e quieta, calma,
voltar a ser...
um dia...

QUANDO OS SONHOS FALAM... (Paulo Roberto Gaefke)




Quando a noite esfriar seu coração,
e a solidão querer fazer morada,
não se deixe levar pelo silêncio da madrugada,
antes, dorme com sonhos coloridos,
sonhe com amigos e lugares lindos,
pois o sonho é a chama que liberta,
é o desejo da alma que desperta.
Quando uma pessoa desiludir seu coração,
e o rancor se fixar, cheio de ilusão.
Não se deixe levar pela dor,
que é fruto do orgulho, é prisão,
pois o tempo passa, é feito um grilhão.
Antes, perdoa e segue seu caminho,
pois o amor é pássaro que faz ninho,
somente onde habita a ternura e o carinho.
E pede abrigo em você.
Quando você se decidir, resolver seguir,
o caminho único do amor, entregue-se!
O amor é benevolência pura,
é paz que se instala, é outra visão,
são os olhos que enxergam,
mas quem guia, é o coração.
Siga viagem nessa estrada florida,
o amor tudo embeleza, tudo corrige,
tudo liberta e pouco exige.
O amor respeita, e só pede,
que você o aceite, e dele se torne cúmplice,
assim, de mãos dadas, eu e você,
o amor e a eternidade,
juntos no mesmo caminho,
rumo a felicidade.

Cor de Mel



(Ubirajara)



Quando meus olhos
Com os teus se encontraram,
Não sei os teus olhos,
Mas os meus, se encantaram!

O que disseram não sei,
Mas eles se falaram.
Aos meus, eu perguntei,
Mas em respeito a ti, se calaram!

Dos teus olhos, não vi bem a cor,
Parecia-me cor de mel
Com pinceladas de amor.

Os teus lábios tremiam...
Talvez para confirmar,
O que teus olhos diziam!

Viver despenteada


Hoje aprendi que é preciso deixar que a
Vida te despenteie, por isso decidi aproveitar
A vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda.
O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, Despenteia…
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, Despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar
Aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu Cabelo irreconhecível…
Então, como sempre, cada vez que nos
Vejamos eu vou estar com o cabelo Bagunçado…
Mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.
É a lei da vida: sempre vai estar mais
Despenteada a mulher que decide ir no
Primeiro carrinho da montanha russa,
Que aquela que decide não subir.
Pode ser que me sinta tentada a ser uma
Mulher impecável, toda arrumada por dentro
E por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo Exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre,
Corra, emagreça, coma coisas saudáveis,
Caminhe direito, fique séria…
E talvez deveria seguir as instruções, mas
Quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar
Bonita eu tenho que me sentir bonita…
A pessoa mais bonita que posso ser!
O único que realmente importa é que ao me
Olhar no espelho, veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as Mulheres:
Entregue-se, Coma coisas gostosas,
Beije, Abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje,
Pule, durma tarde, acorde cedo, Corra,
Voe, Cante, arrume-se para ficar linda,
Arrume-se para ficar confortável.
Admire a paisagem, aproveite, e acima de
Tudo, deixa a vida te despentear!! !!
O pior que pode passar é que, rindo frente ao
Espelho, você precise se pentear de novo...
[Desconheço o autor]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pra se contar uma história...

Batista Filho

Pra se contar uma história
há-de se vestir de história.
Pra se vestir de história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
- sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!

Pra se contar uma história
há-de se mergulhar nela
sem medo de morrer afogado
há-de se levá-la às alturas
sem medo de despencar do alto.

Pra se contar uma história
há-de se inventar palavras
há-de se despertar choro
há-de se acender risos
sem se dar por isso.

Pra se contar uma história
há-de se cantar cada palavra
com gosto de palavra nova
e cada palavra nova
o som dos sinos trazer consigo
a ecoar desde o sempre até ao infinito
fundindo silêncio e grito
de toda memória...

Pra se contar uma história
há-de se despir da própria pele
se tatuar de gestos largos e comedidos
se impregnar de sons e cheiros
ter no olhar o brilho das estrelas
e o escuro do poço mais fundo
- sem perder as nuances, todas elas
que habitam entre o clarão e o escuro!

AURORA SINGULAR




(Auber Fioravante Júnior)

Sob o dançar das chamas
O cheiro pitoresco do pinho
Toma do olhar a voar, sublimando,
Envolvendo tu em favos de mel,
Tu em nuances brilhantes!

Roda vitrola,
Traga-me em arte e poesia
Aquela que transpira em lirismo,
Tomando do peito a nota
Compassada em sentimento!

Sobre o tapete em novelos
As taças com sabor de uvas
Toma os lábios a pecar, harmonizando,
Seduzindo tu em sussurros singulares,
Tu em sementes de prazer!

Navega canção,
Mostre-me em eros lamentosos
Aquela em inspirações idílicas,
Tomando d’alma a clave
Ensandecida em amor!
***Ótimo quarta-feira pra você...

DAS AFLIÇÕES



(Paulo Roberto Gaefke)

Há dores que não encontram sinônimos.
Não existem palavras que possam amenizá-las.
Há situações em que o silêncio é a única opção,
é pausa para uma reflexão, ainda que muda, tardia,
é noite que não termina, é ausência do dia.

Inútil o pranto, inútil o canto,
apenas um olhar de espanto...

Que do dia se faça música, pois a noite vem,
e enquanto pode, embala o filho querido,
ame o seu pai, ainda que incompreendido,
a sua mãe, ainda que cheia de falhas,
o irmão que se deu como rebelde,
ainda que cheio de dificuldades, com dissabor,
pois tudo é ausência do amor.

Se ainda não encontrou aquela pessoa especial,
segue amando a todos sem distinção,
não se entregue a futilidade da lamentação,
antes, alimente a alma, enriqueça o coração,
seja o que pode levar uma palavra de consolo,
o que atende, o que espera, o que aguarda.
O que ainda que ferido, não fere,
pois em tudo se compadece.

Ainda que a dor venha te visitar,
que te deixe mudo, sem ar,
ainda assim, olhe para o horizonte,
lá estão dois olhos a espreitar,
sondam a sua alma, vem confortar,
é Deus em infinita misericórdia,
esperando o seu recomeçar.


Ainda que o dia pareça um fardo pesado,
é umpresente que só se revela a cada passo dado.
É caminho sem volta para aternidade,
chave da felicidade.
Nunca deixe de lutar!

SOLIDÃO

No céu a lua laranja,
Aqui, eu, meu silêncio,
O prazer de estar sob a penumbra
Junto de um cálice de vinho branco,
Da pena, do tinteiro, da esperança
De deixar neste pedaço de papel
Retalhos da minha solidão!

Entra às estrelas a lua prata
Risca sob as águas meu verso
Espelhado pelo tempo,
Minha palavra vivida no templo
Da dor que teima em dilacerar
Meus ventos do norte,
Meu coração pulsa por ti!

Já alta a lua azul
Clareia meu balcão
Como se tu estivesse ali formosa,
Criando um rodar para cada vinil
Que saúda a madrugada cristalina,
De uma força estranha que te faz
Fada do meu botequim!

No céu a lua se foi,
Aqui, eu, minhas vozes
E um alfabeto de metáforas
Elaboradas pela alma resistente
A este mundo sem sons,
Que te traz em paixão, em prantos,
Em amor, em emoção!

Poeminha nada doce Tudo VALE a pena Se a pena não é minha E a propina não é pequena. (Ana Paula Rodrigues)