quarta-feira, 16 de maio de 2012

ESTRELA!!!

Quando um sonho se torna realidade, a gente nem acredita. Não sabe se chora, se ri ou se grita. Se belisca. Abre e fecha os olhos. Apalpa.
Talvez esteja dentro da nossa natureza não acreditar na realização dos próprios sonhos. Uma natureza pessimista. A gente espera, certo, mas no fundo não acredita. Olhamos para eles como olhamos para o arco-íris e as estrelas: lindos, encantadores, maravilhosos e inatingíveis. Mas gostamos de olhar, mesmo cientes que nunca poderemos tocá-los. O fato de existirem já é um encanto e um milagre Divino. Nos satisfazemos.
E justamente por que não acreditamos, não corremos atrás, não construímos, não tentamos. Olhamos para o que outros conseguem e nos dizemos que eles têm muita sorte. Não nos incluímos nessa categoria.
Mas se um dia resolvemos pegar as sete cores do arco-íris e trazer pra realidade das nossas vidas, veremos que nós também temos muita sorte, que nós também podemos. Se aproveitamos o brilho das estrelas para iluminar nosso caminho e não nos cegar, veremos que teremos uma caminhada mais nítida.
Só vivemos de cinza por opção, pois a vida é colorida, é intensa. Vamos olhá-la com olhos nus. Tocá-la. Vivê-la. Amá-la. Correr atrás do que desejamos e esticar os braços até alcançarmos. Subir escadas, transpor barreiras. Lutar pelo que nos realizará. Brigar, se for preciso. Chorar, mas de pé.
Talvez assim a gente não se surpreenda tanto quando nossa mão atingir, mesmo se timidadente, uma das cores do arco-íris ou a ponta de uma estrela. Talvez outros se surpreendam. Mas nós não. Por que acreditamos. Por que bem nos nosso íntimo sabíamos que o caminho poderia ser longo, mas que um dia chegaríamos lá.(D.A).

NOSSO CORAÇÃO É UMA CASA!!!

Nosso coração é uma casa onde ninguém entra e sai, com ou sem nossa permissão, sem deixar marcas nas paredes.
Muitos deixam marcas profundas de felicidade; outros deixam cicatrizes que marcarão nossa vida para sempre.
Os amigos deixam marcas fortes, mas suaves. E cada vez que tocamos nossa alma com nossas recordações lá estão os traços, invisíveis, mas legíveis, como as escrituras em Braile. É suficiente fechar os olhos para ver toda uma história gravada nas paredes do nosso ser. Nesses momentos nosso rosto sorri sozinho.
Os amores perdidos deixam marcas irrecuperáveis: eles deixam um gosto doce e amargo ao mesmo tempo. Amargo na maioria das vezes. Sim, eles têm mais gosto que qualquer outra coisa e sempre sobem a nossa garganta quando as lembranças nos assaltam.
Tristes são as marcas das dores que deixaram os que nos fizeram mal. São as cicatrizes que deformam nossas vidas se não aprendemos a conviver com elas. Mesmo se queremos ir adiante, de vez em quando nosso olhar se volta para esses rabiscos mal traçados e sentimos a dor tal e qual no primeiro dia.
Quantas vezes não impedimos que alguém entre por causa de preconceitos ou idéias pré-concebidas, ou medo de tentar de novo uma nova relação. Ao primeiro olhar, nos trancamos. Outras vezes, sem muita consciência, deixamos entrar quem não valia muito a pena. Somos maus juízes porque confiamos demais nos nossos olhos e de menos no nosso coração. Devemos pedir a Deus que nos dê um pouco mais de dicernimento, pois agindo por nós mesmos, podemos estar nos trancando a maravilhosos encontros.
De vez em quando, é preciso fazer uma boa faxina nessa casinha tão preciosa. É preciso polir carinhosamente, realçar as marcas bonitas e passar tinta nova e clara nas paredes; de vez em quando é bom abrir as janelas e deixar que o sol entre e ilumine todos os cômodos. E enfeitar as janelas com flores de cores vivas e alegres.(D.A).

OLHA NO TEU JARDIM!!!

OLHA no teu jardim as rosas entreabertas, e nunca as pétalas caídas.

OBSERVA em teu caminho a distância vencida e nunca o que falte ainda.


GUARDA do teu olhar os brilhos de alegria e nunca as névoas de tristezas;


RETÉM da tua voz risadas e canções e nunca os teus gemidos.


CONSERVA em teus ouvidos as palavras de amor e nunca as de ódio.


GRAVA em tua pupila o nascer das auroras e nunca os teus poentes.


CONSERVA no teu rosto as linhas do sorriso e nunca os sulcos do teu pranto.


CONTA aos homens o azul das tuas primaveras e nunca as tempestades do verão


GUARDA da tua face apenas as carícias, esquece as bofetadas


CONSERVA de teus pés os passos retos e puros, esquece os transviados


GUARDA de tuas mãos as flores que ofertaram, esquece os espinhos que ficaram


De teus lábios CONSERVA as mensagens bondosas, esquece as maldições


RELEMBRA com prazer as tuas escaladas, esquece o prazer fútil das descidas


RELEMBRA os dias em que foste água limpa, esquece as horas em que foste brejo


CONTA e mostra as medalhas das tuas vitórias, esquece as cicatrizes das derrotas


OLHA de frente o sol que existe em tua vida, esquece a sombra que fica atrás.


A flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas; E só um olhar de amor pode levar consigo calor para aquecer muitos invernos; A bondade é mais forte em nós e dura muito mais do que o mal que nós mesmos praticamos.


SÊ OTIMISTA, e não te esqueças de que... É no fundo da noite sem luar que brilham muito mais as estrelas!

(D.A).

domingo, 13 de maio de 2012

SER MÃE É...

É sempre estar cansada
de nunca ficar parada,
de ter sempre o que fazer.
É engolir quase inteiro
não demorar no banheiro
e se aprontar sem se ver...
É acordar de madrugada;
é não dormir quase nada
se um filho adoecer.
De novo ler escurinhas,
os contos da carochinha,
para o filho adormecer.
É interromper a novela,
quando está no melhor dela,
para o filho atender.
É inventar pratos “mil”,
É estudar outra vez,
se um filho, com fastio,
todo o curso que já fez,
inventar de não comer.
para o filho aprender.
Outra vez brincar de “roda"
É ouvir musicas “chatas”
e esta por dentro da “moda”
e esquecer as serenatas,
quando a filhinha crescer.
que só lhe davam prazer.
É curtir uma “quadrilha”
quando é a sua filha
que vai dançar pra valer.

Poeminha nada doce Tudo VALE a pena Se a pena não é minha E a propina não é pequena. (Ana Paula Rodrigues)