Quando um sonho se torna realidade, a gente nem acredita. Não sabe se
chora, se ri ou se grita. Se belisca. Abre e fecha os olhos. Apalpa.
Talvez esteja dentro da nossa natureza não acreditar na realização dos
próprios sonhos. Uma natureza pessimista. A gente espera, certo, mas no
fundo não acredita. Olhamos para eles como olhamos para o arco-íris e as
estrelas: lindos, encantadores, maravilhosos e inatingíveis. Mas
gostamos de olhar, mesmo cientes que nunca poderemos tocá-los. O fato de
existirem já é um encanto e um milagre Divino. Nos satisfazemos.
E justamente por que não acreditamos, não corremos atrás, não
construímos, não tentamos. Olhamos para o que outros conseguem e nos
dizemos que eles têm muita sorte. Não nos incluímos nessa categoria.
Mas se um dia resolvemos pegar as sete cores do arco-íris e trazer pra
realidade das nossas vidas, veremos que nós também temos muita sorte,
que nós também podemos. Se aproveitamos o brilho das estrelas para
iluminar nosso caminho e não nos cegar, veremos que teremos uma
caminhada mais nítida.
Só vivemos de cinza por opção, pois a vida é colorida, é intensa. Vamos
olhá-la com olhos nus. Tocá-la. Vivê-la. Amá-la. Correr atrás do que
desejamos e esticar os braços até alcançarmos. Subir escadas, transpor
barreiras. Lutar pelo que nos realizará. Brigar, se for preciso. Chorar,
mas de pé.
Talvez assim a gente não se surpreenda tanto quando nossa mão atingir,
mesmo se timidadente, uma das cores do arco-íris ou a ponta de uma
estrela. Talvez outros se surpreendam. Mas nós não. Por que acreditamos.
Por que bem nos nosso íntimo sabíamos que o caminho poderia ser longo,
mas que um dia chegaríamos lá.(D.A).
Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes. (Autor desconhecido) "Quantos lugares meu Deus, para viajar! Lugares, recordados ou apenas imaginados." [Cecília Meireles]
quarta-feira, 16 de maio de 2012
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