quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CONTRADIÇÃO DO SER




O ser é tão incompreendido
Que pode deixar de ser
Pode deixar de amar
Pode deixar de sorrir
Pode deixar de viver.
Sendo, já não é
Se não for o que o outro quer
Tem de ser a reprodução,
A masturbação para o gozo alheio
Enquanto ser pode ser feio.
Amando, não é amado
Pode estar em pecado
Se olhar para o lado
Já não tem do seu lado
Aquele ser tão amado.
Sorrindo, não é sério
Brincando de verdade
Deixa de ser triste
Passando a alegria
Daquilo que não existe.
Vivendo, incomoda
Pois a vida é uma droga
Que para uns é o trampolim
De pensar que viver

Não tem fim.

Nenhum comentário:

Poeminha nada doce Tudo VALE a pena Se a pena não é minha E a propina não é pequena. (Ana Paula Rodrigues)