(Auber Fioravante Júnior)
No começo era apenas um botão,
Pelo sereno da noite vagando
Em melancolia, estrela guia
De métricas e metáforas,
Rimas de um velho e bom botequim!
Mal amanhecia
E botão já em flor dizia em lágrimas!
- Ah! Hoje sou rosa
Dos rubros umbrais...
Espero-te de frente para o sol, venha!
Colha-me em versos difusos
Erga-me ao seio mulher,
Faça de mim, simplesmente poesia!
O dia se foi,
O crepúsculo chegou trazendo a regência
Das taças em vinho do Porto
Como lanternas alumiando o som,
O valsar dos pífaros, o encantar da pétala!
Já alto o pingente da noite,
Então disse a flor em seu esplendor!
- Ah! Sou da tua musa
Das brisas oceânicas...
Navegando em tuas estrofes mais insanas,
Leve-me até os ardores entre as grutas,
Doa-me ao amor da alma tua,
Faça-me jardim do teu poema coração!
O sino tocou o brilho se fez madrugada
Junto do êxtase, silêncio do prazer!
Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes. (Autor desconhecido) "Quantos lugares meu Deus, para viajar! Lugares, recordados ou apenas imaginados." [Cecília Meireles]
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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