quinta-feira, 20 de maio de 2010

RUBRO BOTÃO

(Auber Fioravante Júnior)

No começo era apenas um botão,
Pelo sereno da noite vagando
Em melancolia, estrela guia
De métricas e metáforas,
Rimas de um velho e bom botequim!

Mal amanhecia
E botão já em flor dizia em lágrimas!

- Ah! Hoje sou rosa
Dos rubros umbrais...
Espero-te de frente para o sol, venha!
Colha-me em versos difusos
Erga-me ao seio mulher,
Faça de mim, simplesmente poesia!

O dia se foi,
O crepúsculo chegou trazendo a regência
Das taças em vinho do Porto
Como lanternas alumiando o som,
O valsar dos pífaros, o encantar da pétala!

Já alto o pingente da noite,
Então disse a flor em seu esplendor!

- Ah! Sou da tua musa
Das brisas oceânicas...
Navegando em tuas estrofes mais insanas,
Leve-me até os ardores entre as grutas,
Doa-me ao amor da alma tua,
Faça-me jardim do teu poema coração!

O sino tocou o brilho se fez madrugada
Junto do êxtase, silêncio do prazer!

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Poeminha nada doce Tudo VALE a pena Se a pena não é minha E a propina não é pequena. (Ana Paula Rodrigues)