domingo, 13 de junho de 2010

TUDO MUDA AGORA!



(Paulo Roberto Gaefke)


Eu sei que os sonhos habitam lugares distantes.
Sei que eles são feitos de pensamentos que se repetem,
que nós, sem palavras mais profundas, chamamos
simplesmente de "desejo".
Eu desejo, que os seus sonhos mais antigos,
virem prioridades no Universo.
Que eles se realizem com urgência.
Que você acenda a luz da fé,
que é a nossa "luz de emergência",
e grite para dentro da alma:
-eu mereço realizar meus sonhos,
conquistar os meus desejos.
ACREDITE!
Tudo começa ser transformado agora,
neste exato instante onde se encontram:
o desejo, os sonhos e a fé.
E é dessa mistura poderosa, que nasce a realização,
fruto amadurecido da razão,
que é feita da mais pura emoção.
Acredite, tudo muda agora.
porque já é tempo, já é hora!
Quem já sabe o que quer,
não precisa esperar mais nada.

TE QUERO EM QUIMERAS!



(Auber Fioravante Júnior)

A ti, somente a ti,
Peço a mão em quimeras
Arrebatando-me em cruzeiros sulistas,
Ida ao mor jardim das uvas
Em tempo de safra!

Do néctar fruta,
Ah! Tu eu quero, tu, apenas tu,
No beijo molhado nas entranhas
Outrora sedentas em fantasia
Bendizendo o ensejo pecado,
Alforriando umbrais em desejos!

A ti, somente a ti,
Peço o corpo por inteiro
Escrevendo-me em equadores insanos,
Venha aos campos de centeio
É hora de valsar pelas grutas do etéreo!

Do luar das invernadas
Ah! Tu eu quero, tu, apenas tu,
No ritual das alvuras entre as sedas,
Adentrando em flor e pele
Embriagando ainda mais o ardor
Revelados no amor de galácticas alvoradas!

Desígnios do Amor!!



Na cânfora,
Águas balsâmicas,
D’onde teu corpo banhei
Despindo-o em canduras,
O hidratando em gentilezas!

Sob a fraca luz
Me doei ao divino oráculo,
Sangrando em cantos gregorianos
Oriundos da fruta mordida,
Do cálice embevecido em ternura!

O visionar do peito latente,
Cria uma estrela, uma escrevente letra
Doutrinando lábios em juramento
Tão belo quanto teu colo
Inventado um balé na sofreguidão!

Nos desígnios do amor,
Adentro pela tua dileta geografia
Pecando em silencio, ouvindo do olhar
A nau a bom bordo do êxtase,
O poema aberto ao coração!

(Auber Fioravante Júnior)

sábado, 29 de maio de 2010

O Auto-Reconhecimento


"O auto-reconhecimento é lembrarmos de quem realmente somos e do quanto já sabemos, e utilizarmos esses recursos no agora, independente das circunstâncias e do lugar.

A sensibilidade é a linguagem que viabiliza esse despertar. Promover a parceria entre sentir e pensar em todas as atividades do dia-a-dia nos aproximará à intimidade de nosso ser e uma sintonia mais fina com a vida.

Diante de tal providência levemos em conta que o grau de dificuldade ou facilidade que encontraremos nesse processo será estabelecido pela determinação de buscarmos o melhor, e não o que nos convém.

As situações que nos incomodam e que supostamente são provocadas pelos outros, servem de espelhos para nos mostrar aspectos em nós que não admitimos ou que, simplesmente, ainda ignoramos. Em todo aprendizado, as dificuldades são naturais e, se aceitarmos essa inevitabilidade o caminhar se tornará mais leve."

OBRA DE AMOR!


(Auber Fioravante Júnior)

Do fogo,
Vieste em carruagem dourada
Embriagando em lácteas essências
O verbo comunhão, o celebre agudo
Dos olhos marejados em lamentos!

Raros sonetos,
Grafaram em alvéolos cumplicidade,
Atos romanescos intuindo música,
Imortais codinomes ditos e lidos
No silêncio das faces dentre o condão!

Em mil canduras,
Desabrochei teu colo em purpurina
Ouvindo d’aura teus versos tradutores
Inundados de lírios mágicos
Pintando na pele uma obra de prazer!

Quero a flor violeta por inteiro
Fluindo em lirismo, me seduzindo
A mais um êxtase em teu céu
De velas lançadas ao etéreo,
Ao vínculo dos veios sublimados
Em pérolas de amor!
***Lindo sábado pra você...

ÉS TU...MEU MAR!


És meu porto solidão e companhia
Navegando nas águas da emoção
Te transformo em minha poesia
Viajando nas asas da inspiração.
Solitária, salgada, mas em cores
Escorrendo pelo mundo afora
Arrastando lembranças, segredos, temores
Deixando saudades, a nuvem chora.
Poesias são cartas de amor apaixonadas
Pelas correntes marítimas velejando
Nos corações poéticos aportadas
Que da mente inspirada vão brotando.
Tua volta fico sempre a esperar
Nua, despida em pensamento
Nesses versos em procuro revelar
O mar e meu coração neste momento.
(M@ José )

quarta-feira, 26 de maio de 2010

NUNCA MAIS...


Nunca mais (Quoth the raven: Never more)


Nunca mais eu me pinto,
Com esmero feminino
Para te dizer quem sou.

Nunca mais te escrevo,
Cartas do meu íntimo
Te jurando pudor.

Nunca mais te perdôo,
Com lágrimas nos olhos
E no rosto, um rubor.

Nunca mais eu te verso
Nem por outros versos
Para acalentar minha dor...

Nem mais desespero
Só porque eu te quero
Ébrio de amor...

Poeminha nada doce Tudo VALE a pena Se a pena não é minha E a propina não é pequena. (Ana Paula Rodrigues)