
(Cecília Carvalho)
Se caio no pântano, sou lama
se me perco no dorso, suor
se escorrego no rosto, sou lágrima
afinal o que eu sou ?
Bati na vidraça
e um olhar triste e sem graça me seguiu,
rolei tanto, que desci atravéss de pontes,
me fiz rio ...
Guarda-sóis tentaram me parar
e senti muitos rostos colados, molhados
dizendo se amar ...
Eu fiz goteira, rolei entre calçadas
e vi muita criança,
na inocência da esperança,
brincando, fazendo e enviando
barquinhos entre meus braços ...
Quem sou eu afinal ?
Rolei no asfalto,
fui má ... gerei insegurança,
quantas vidas tirei ...
Mais também sou Vida !
Mato a sede,
molho os pastos, alimento os rios
vejo o verde das plantas
rejuvenescendo, flores se abrindo
com meu beijo!
Sou chuva ...
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